quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O parto.

09/10/11. Acordei bem, ajudei minha mãe em alguns afazeres domésticos e até então, tinha certeza que Miguel só nasceria dia 15/10, pois já havia marcado a cesariana (morria de medo de parto normal). Minha prima veio almoçar com a gente e estávamos conversando, rindo e eu estava indo fazer xixi de 10 em 10 minutos, o que pra mim era normal, já que estava com 38 semanas. Mesmo assim, minha prima me pediu pra arrumar a mala da maternidade (é, eu não tinha arrumado ainda, só porque o parto seria na próxima semana). Pois bem, arrumei, almoçamos e em uma das minhas idas ao banheiro, percebi uma sujeirinha no xixi, já fui correndo contar pra elas. Ela disse que sujeirinha era normal, o que não poderia era sair sangue. Ok.

Lá pra umas 15h, meu noivo chegou e assistimos “Hermanoteu na Terra de Godah”. Assistimos e eu ri muito, mas tava incomodada com umas pontadinhas que nunca tinha sentido. Umas 17h as dores foram ficando mais intensas, então chamei minha mãe que estava dormindo. Teríamos que ir pro hospital urgente! Por puro azar, meu pai estava viajando, então tivemos que ligar pro meu primo que mora em outro bairro pra me levar. Foi o tempo de tomar um banho rápido e ele chegou. A Dutra estava praticamente parada e logo nós ficamos com medo de que eu entrasse em trabalho de parto no carro do meu primo.

Mas enfim, chegamos ao hospital. Abriram minha ficha e eu subi pro 4º andar, consegui subir de elevador sem precisar de cadeira de rodas. Fui pra uma salinha-que-esqueci-o-nome pro Dr. Sidnei (ele não era meu GO, só o médico de plantão) me examinar, já estava com 7 cm de dilatação! Comecei a entrar em desespero, não queria um parto normal de jeito nenhum, morria de medo do bebê ficar preso, algo do tipo, mas enfim, já não dava mais pra ser uma cesariana. Foram ligar pro meu médico, coitado, domingo+noite+chuva = transito. Ele demorou um tempo pra chegar, pra mim parecia uma eternidade. Fui pro pré-parto de cadeira de rodas e meu noivo que até então não queria assistir o parto, mudou de idéia e disse que iria. Fiquei deitada naquela maca me contorcendo de dor e meu médico nunca que chegava, a médica de plantão já estava se preparando quando enfim, Dr. Luís chegou. Amém.

Óbvio que não dava mais pra ser uma cesariana, então eu fui pro CO e lá estavam duas enfermeiras, o anestesista, uma pediatra e ele. Tomei a tal da ráqui só pra relaxar o colo do útero, mas eu não senti nada. Tive que sentar "feito índio" e só senti a picadinha, o que mais doeu foi o soro. Comecei a entrar em trabalho de parto e daí chamaram meu noivo.

Já dava pra ver a cabeça do Miguel, Dr. Luís e Filipe me pediam pra fazer força que estava quase lá, Filipe fazendo carinho em mim (se eu segurasse sua mão, iria quebrá-la) e eu ficando roxa. E o que eu temia aconteceu: Miguel ficou com o ombro preso na minha bacia. E em um movimento circular que o médico fez para solta-lo, o cordão que já estava enrolado no pescoço (ninguém sabia), apertou. Meu bebê nasceu roxo, eu não o vi, Filipe viu. Ele não chorou, eu chorei, chorei muito! Enquanto Dr. Luís me dava os pontos, eu chorava chorava chorava e o Filipe tentava me consolar, disse que ele iria ficar bem. Lááá do fundo eu ouvi o chorinho dele, tão lindo!

Enquanto estava na sala do pós-parto, ele passou por mim, vermelhinho de olhinhos abertos, a coisa mais linda que eu já vi no mundo! Mas de lá, ele foi pro berçário patológico e de lá não vieram boas notícias... Mas isso fica pro próximo post.

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